Resenha " Sociedade J.M. Barrie " de Barbara J. Zitwer



Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635231
Ano: 2017

Páginas: 288
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"Após passar por altos e baixos na vida, Joey ­ finalmente tem uma grande oportunidade: a empresa de arquitetura onde trabalha decidiu mandá-la para Inglaterra para supervisionar a restauração de uma antiga casa. A Stanway House é o lugar onde J. M. Barrie teria escrito Peter Pan, o livro favorito de Joey. Entretanto, a tarefa se mostra mais difícil do que ela imaginava. Até que um dia, enquanto corria pelo parque, Joey conhece um grupo de alegres octogenárias. Elas são membros da Sociedade de Natação de Senhoras J.M. Barrie. O desafio delas é nadar nas águas geladas do lago. A cada dia de Natal, desde 1864, os membros da Sociedade fazem uma competição ao ar livre. J.M. Barrie era o patrono e deu aos participantes um troféu, agora conhecido como Troféu Peter Pan. Essa sociedade, adorável e divertida, transforma a vida de Joey, e marca o início de uma amizade que a mudará de maneira inesperada. Encontrar o amor é muitas vezes apenas um mergulho em nós mesmos."


Sociedade J.M. Barrie, escrito por Barbara J. Zitwer e publicado aqui no Brasil pela editora Novo Conceito, conta a história de Joey, uma nova-iorquina que só pensa em sua carreira como arquiteta e assim, mesmo que seja bem sucedida em seu trabalho, ela se esquece de dar atenção à outras partes muito importantes na vida de qualquer ser humano. 

O livro retrata a ida da personagem a Cotswolds, um lugar extremamente importante para a carreira do escritor J.M. Barrie, que inclusive é uma inspiração na vida de Joey. Lá, a mulher estará encarregada de supervisionar a reforma da mansão que inspirou o autor a escrever Peter Pan. 

Os moradores da região, no entanto, parecem em sua maioria pouco receptivos de tal reforma, e Joey ficaria desencorajada a continuar com seu trabalho e a ter fé em si mesma de que conseguiria fazer aquilo se não fosse pela Sociedade de Natação de Senhoras J.M. Barrie, constituída por cinco ilustres mulheres que transformarão a vida de Joey e a sua forma de enxergar o mundo.

Esse livro é consideravelmente curto e sua história, ainda que ligeiramente monótona em diversos pontos, é agradável o suficiente para manter o leitor interessado no que irá acontecer a seguir.


Não foi exatamente por ser incrivelmente inovadora ou fascinante, que a história desse livro me conquistou, mas apenas por ser leve e simples de ler. Na maior do tempo, o livro retrata paisagens agradáveis e situações corriqueiras, e mesmo quando há momentos ligeiramente dramáticos, estes passam logo na maior parte do tempo e são narrados de forma que, apesar de muito habilidosa, não te faz ficar desconfortável ou se colocar na pele da personagem principal.

O livro como um todo é algo para se ler em uma ou duas sentadas, num dia calmo ou chuvoso com uma xícara de chá ou café na mão. Não causa stress ou raiva ou tristeza. Ele é apenas bom de ler. Então eu indico essa leitura para quem talvez está querendo sair de uma ressaca literária, ou simplesmente quer algo que não vá precisar de muito esforço para ser lido.

Não há exatamente algo a se criticar aqui. Mesmo a monotonia de certas partes do livro parece combinar com o clima geral da história, e mesmo que eu sinta que várias partes poderiam ter sido tiradas ou encurtadas sem que nada do enredo central fosse ser comprometido, eu não exatamente odeio o fato de que não foram.


No fim, sinto que a minha avaliação final deste livro recebeu uma forte influência pessoal, afinal esse não é o tipo de história que eu normalmente leio, e eu me vi entediada em certas partes da leitura. Portanto, no fim, eu dou a Sociedade J.M. Barrie 3,5 estrelas de 5.




Livro cedido em parceria pela editora Novo Conceito


9 comentários

  1. Olá!
    Tô admirada com essa capa linda e ainda ser da Novo Conceito. É, uma hora...alguma coisa agt acerta!
    5 O'clock Tea

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  2. Olá!
    Eu adorei a capa, achei muito linda. A premissa do livro até me interessou, mas não sei se leria, porque não é um livro que, digamos assim, "me tocou" (pela resenha).
    Beijos,
    Meise Renata.
    viciadas-em-livros.blogspot.com.br

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  3. Eu também achei esse livro leve e também bem escrito. Uma leitura suave, tranquila, gostosa, digestiva, boa para sai de uma ressaca mesmo. Aliás, eu usei para sai da ressaca que "A redoma de vidro" deixou em mim.

    Uma Pandora e sua Caixa

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  4. Oi Irene.
    Estou com esse livro aqui já faz algum tempo, mas ainda não me animei para ler. Vou deixar passar a correria da Bienal e tirarei uma tarde para conferir.
    Ótima resenha como sempre.
    Bjus
    Doces Letras

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  5. Oi Ana,
    Nossa, eu pensava que esse livro fosse mais grossinho haha você comentou que é uma leitura rápida fiquei surpresa.
    Deu pra entender que há algum tipo de lição para a moça, me deixou curiosa. Adorei sua resenha!

    tenha uma ótima quinta.
    Nana - Canto Cultzíneo

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  6. Oi Irene, Ana,
    A proposta do livro me pareceu interessante, então se surgisse uma oportunidade eu gostaria de lê-lo.

    *bye*
    Marla Almeida
    http://loucaporromances.blogspot.com.br/

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  7. Oi, Ana!
    Eu amei a capa desse livro, achei lindíssima.
    Fiquei chateada por ter algumas partes monótonas, porque isso me desanima totalmente de começar a leitura, mas quem sabe eu tome coragem, não é?
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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  8. Oi Ana, tudo bem? Puxa eu gostei tanto, mas em algumas parte o ritmo é mais lento mesmo, eu só queria um final melhor, com um epílogo ao menos.

    Bjs, Mi


    O que tem na nossa estante

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