Resenha do A Filha da Floresta - Livro 01 da trilogia Sevenwaters de Juliet Marillier - Butterfly Editora

Sinopse:
O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos... Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha é capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.





Editora: Butterfly
ISBN: 9788588477871
Edição 1 / Ano: 2012
Páginas: 608




A Filha da Floresta é o primeiro livro da trilogia Sevenwaters escrito pela autora Juliet Marillier que nos foi cedido pela nossa parceira a Editora Butterfly. É um romance baseado no  conto dos irmãos Grimm, Os seis Cisnes que foi publicado no Brasil como Os cisnes selvagens”.

Confesso que já deveria ter postado essa resenha tem tempo, mas tem momentos que a minha mente cria um bloqueio e mais ainda quando a história é fantástica. Essa série com certeza já está na minha lista de leituras TOP.

Logo no início do livro a autora escreve uma nota explicando detalhes sobre sua história, relatando sobre elementos das fábulas, os traços de influência comum nos contos da época.  Deixa uma descrição de nomes e termos usados no livro com as devidas pronúncias que facilitam a leitura e seu entendimento.
“Em minha história, abordo dilemas humanos dentro de um contexto de fantasia, pois o objetivo dos contos é descrever experiências difíceis e mostrar o que há de melhor e de pior no ser humano.

A história é narrada por Sorcha (Sorca) que era para ter sido “o sétimo filho  de um sétimo filho, mas a deusa resolveu brincar com nosso destino e eu nasci menina. E minha mãe morreu no parto.”  Seu pai, Lorde Colum, era um homem forte e não se entregou ao desespero e sim passou a se ocupar com reuniões, planos militares que ocupavam todo o seu tempo. Os bretões eram uma feudo de uma família – Northwoods  e  era com eles que  Lorde Colum se preocupava, que tinha sua própria guerra.

Os irmãos de Sorcha cuidaram dela desde pequena. Liam, Diarmid, Cormack ,Conor, Finbar , Padriac e Sorcha  viveram livres pela floresta que ficava dentro da província Sevenwaters cujo nome “ vinha das sete correntes de água  que desciam das montanhas em direção ao lago rodeado pelas árvores.”  Um lugar guardado pelo exército de homens vestido de cinza , com armas afiadas e que se moviam silenciosamente.

O relacionamento entre eles era muito lindo, pois imperava a união, a amizade e um amor incondicional. Foram crescendo e cada um foi desenvolvendo uma habilidade. Liam com a arte da guerra, Diarmid com a lança, Comarck ansiava em participar da guarda, Padriac, o caçula, tinha um dom para lidar com os animais. Conor era gêmeo de Comarck, adorava aprender e ler mostrando um temperamento oposto ao do irmão. Finbar e Sorcha absorviam todas as informações e até a língua de seus inimigos aprenderam.
“Papai nunca sorria para Finbar ou para mim. Finbar dizia que ele agia assim porque éramos muito parecidos com nossa mãe.”  Pág. 23

Sorcha sempre gostou das flores do campo, de plantas bonitas e depois que foi tocar uma planta chamada “ estrela d’água “ e  sua mão ficou cheia de espinhos que cuidadosamente seu  irmão Finbar os tirou um a um, ela quis saber tudo sobre as plantas e seus efeitos.  Tornou-se uma especialista sabendo como usá-las produzindo remédios.

Um dia Finbar chamou Sorcha para ajudar a cuidar de um prisioneiro bretão. Ela tinha 12 anos e cuidou  dos ferimentos do corpo e da alma dele. Fica por lá algum tempo até que é chamada para voltar em virtude da chegada do pai que trouxe consigo uma noiva.

O pai se casa com Lady Oonagh que aparentemente mostra ser uma dama, mas para Sorcha, Finbar e Conor  pressentem logo a ameaça que estar por vir.  Infelizmente não conseguem evitar a maldição e ela transforma os seis irmãos em Cisnes sendo que  Sorcha consegue fugir.

Para Sorcha começa a sua luta para salvar seus irmãos depois que recebe uma tarefa onde não poderá falar e nem emitir um único som se quer até que conclua o que foi pedido.

É uma parte da leitura por demais triste, chocante e revoltante onde acompanhamos a sua luta, sua dor para conseguir completar sua tarefa. Passou por várias provações e por muitas atrocidades que a agrediram como ser humano levando embora aquela inocência que ainda existia, mas em tempo algum nada disso a fez desistir do objetivo de salvar os seus irmãos.

E muitas coisas ainda vão acontecer e uma delas é um jovem guerreiro bretão, Red, que surge para ajudar e proteger Sorcha levando-a para Bretanha.


Sentimentos como “honra, confiança, coragem, amor verdadeiro, perversidade, falsidade, covardia e ódio” nos fará “sentir bem o que nos choca, o que nos faz rir e o que nos faz chorar.”

Uma história que nos faz sentir a “diferença entre o mundo real e o mundo da fantasia.“   Um lindo e maravilhoso conto de fadas cheio de magia e que foi me levando por um caminho tortuoso mas muito bem escrito que amei e  me foi muito gratificante a sua leitura.

Foram 16 capítulos longos que li sem sentir e com um fim surpreendente que me deixou ansiosa para ler o segundo livro dessa trilogia - Filho das Sombras.


Parabenizo a Editora Butterfly não só pela beleza da  capa como pela apresentação, encadernação, ilustrações e os marcadores que acompanham o livro.







Irene Moreira  é uma mulher que gosta do que faz bem a alma. Amante da comunicação, da arte de ensinar precisa transbordar seus sentimentos, conhecer pessoas, passear por lugares diferentes. Uma forma que a completa é ler e  escrever interagindo com esse mundo virtual. Aprecia uma boa leitura, mas é apaixonada por romances e suspenses.

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3 comentários

  1. Que legal, gosto de histórias assim sobrenatural.
    Gostei da sua resenha. Ainda não conhecia esse livro. A capa é linda msm.

    http://talento-feminino.blogspot.com.br/

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  2. Oi Irene!
    Amo histórias assim! Eu ganhei esse livro de presente e só não o li ainda porque tô esperando o desfecho da trilogia para ler tudo de uma só vez. Mas meu marido leu e adorou!! Tomara que a editora lance logo o terceiro livro =)
    Beijos... Elis Culceag. * Arquivo Passional *

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  3. Sobrenatural com romance? Minha cara! rsrsrsrrsrss Poxa, eu nunca tinha ouvido falar desse livro! bom, antes tarde do que nuca!

    Bjs, Michele

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